quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Metropolitan Museum of Art

Um dos mais belos museus que já visitei. Situado no Upper West Side ao lado do Central Park, o museu que é menor que o Louvre, assemelha-se muito ao número um do mundo (na minha opinião). O primeiro andar do museu é dedicado as artes gregas, romanas e egípcias. Essa parte tem uma exposição com peças de 7 mil anos antes de Cristo. A maioria são vindas do leste europeu. Acredita-se que uma das pedras com alguns rabiscos, tenha sido um dos primeiros sinais de escrita já existidos, datados de 5 mil anos atrás. Na parte Grega, o que sempre me chama atenção são os vasos que os vencedores das olimpíadas daquele tempo recebiam. Via muito no filme do Hércules. Aliás, tem uma estátua dele lá também.
No segundo andar, minha parte favorita, estão as pinturas dos grandes artistas europeus. Podemos ver Goya, Van Gogh, Picasso, Monet... Quando estava na Europa visitando os museus desses artistas, muitas obras importantes deles faltavam. Agora, consegui encontrá-las. 
Uma enorme exposição de fotografia está presente também. A que mais me chamou atenção foi o retrato da Alice no País das Maravilhas. O retrato da verdadeira Alice, que inspirou Lewis Carrol a escrever os livros. 
Realmente, um dia é pouco pra tanta coisa. O museu, assim como o de história natural, sugere o preço da entrada. São 18 dólares sugeridos, mas pode-se pagar quanto quiser. 


                                                         Metropolitan Museum of Art

                                                         Auto-Retrato de Van Gogh

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

New York e o american way of life

A primeira coisa que ouvi quando disse para algumas pessoas que viria a New York, foi:  "Leva uma mala vazia porque tu vai gastar muito". É verdade que já comprei algumas coisas desde que cheguei aqui, mas o que me dei por conta é que New York vai além disso. 
Os americanos tem um estilo de vida bem diferente do brasileiro (por mais que cada vez estejam mais parecidos) e eu admito que gosto desse jeito rápido de viver deles. É tudo fast food, fast metro, fast taxi, fast coffe, fast sleep... tudo tão rápido que um dia parece passar em poucas horas. Ninguém tem tempo pra nada. Quando chego em um Starbucks e peço o clássico cafe au latte, o atendente que cobra não é o mesmo que faz o café que não é o mesmo que limpa o lugar. Desacostumada com esse serviço feito por muitos funcionários,  às vezes me distraio e quando me dou por conta o café já está gelado e parado na minha frente. Quer um jornal pra ler enquanto toma o cafe? Ou um biscoito quem sabe? Vai ouvir uma música? Falar no telefone ao mesmo tempo? Para os americanos não realizar pelo menos uma dessas atividades enquanto tomam o cafe, é impossível. 
Uma certa inquietude os cerca e está acontecendo comigo agora. Acordo todos os dias as 7:30 da manhã, por livre e expontânea vontade, para aproveitar o máximo que posso da cidade. Realmente, são muitas lojas, mas ao mesmo tempo, são muitas atracões. Gente de toda parte do mundo, comidas diferentes, paisagens belas entre os arranha-céus, museus de arte e de história, o maravilhoso Central Park no meio da ilha, tantas coisas para admirar que sentar numa mesa e comer de verdade já virou um hábito feito somente no Brasil para mim.
É verdade que o consumo aqui é muito grande. O que mais vejo são brasileiros saindo das lojas com as mãos cheias de sacolas e comentando de como tudo é muito barato! no brasil é um roubo! nunca mais compro nada lá!
Os deslumbramentos são vistos de todas as formas. Desde quando nos damos por conta que nenhum policial pode ser driblado até de como a segurança na Times Square no ano novo pode ser assustadora. Não podemos esperar nada diferente de um país com tantas ameaças terroristas como este. 
O conhecido american way of life nunca foi tão nítido para mim. Talvez essa pressa de viver tenha se fortificado depois do 11 de setembro, depois de milhares de ameaças contra a nação. E então tudo torna-se compreensível e aceitável, ao ponto de adotarmos esse estilo de vida para o nosso dia-a-dia. 


Museu de Historia Natural


O maior museu de historia natural do mundo está em New York. Com mais de 32 milhões de objetos, o complexo do museu localizado no Upper West Side de Manhattan atrai milhares de turistas todos os dias. Uma pequena coleção de alguns cidadãos americanos em 1869 deu origem a um dos melhores museus da América do Norte. 
Não achei quase nada em comum com o filme "Uma noite no museu", que se passa lá. O que pode causar um pouco de decepção para alguns. Na verdade o museu abrange áreas como desde o início do universo, contando como aconteceu o Big Bang, até as espécies de animais na África e América do Norte. No museu podemos ver exposições da vida aquática, pedras minerais raríssimas e muito valiosas, meteoritos (alguns com 5 bilhões de anos), a maior coleção de fósseis de mamíferos e dinossauros no mundo (sendo que alguns são mantidos escondidos do público em um andar subterrâneo), a reprodução do habitat natural de muitas espécies de animais, e, finalmente, o enorme planetário que descreve detalhadamente a história do nosso universo. 
O museu contou com doações de muitos colecionadores e pesquisadores. Até hoje tem uma parte de exposição é cedida exclusivamente para os pesquisadores. 
Desde da primeira vez que li o livro "O apanhador no campo de centeio" de J.D. Salinger, tinha uma vontade imensa de conhecer o museu de historia natural de New York. Minhas expectativas foram altas e admito que mesmo assim, me impressionei. Um lindo e enorme museu que merece um dia inteiro de visita. O preço da entrada é sugerido por 16 dólares, mas você pode pagar quanto quiser. Guarde bastante para as várias lojinhas lá dentro com livros e recordações do museu. 



domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo em New York

Quando pedi conselhos a pessoas que já passaram o ano novo na Big Apple, todos me disseram a mesma coisa: é uma funcao e tem que chegar muito cedo se quiser ver alguma coisa.
Jantamos cedo no maravilhoso restaurante Connollys (http://www.connollyspubandrestaurant.com/dev/) e às 21 horas fomos para a Times Square. Ficamos apavorados com a quantidade de segurança. Por quadra deviam ter uns 10 policiais. Para passar de uma rua pra outra tínhamos que dizer porque queríamos chegar mais perto da Times Square (afinal, quem quer chegar mais perto no ano novo né?). Revistam bolsas, mochilas e passam até detector de metais. Conseguimos lugar bem longe, mas dava pra ver a famosa bola que cai no meio da Times. Esperamos as 3 horas de pé e conversando sob o frio de alguns graus negativos, mas valeu a pena. Foi uma festa linda e vimos gente de tudo que é jeito e de todas as partes do mundo.
A festa da virada de 2010 para 2011 reuniu mais de um milhão de pessoas. E mesmo sem ameaça terrorista os atiradores estavam nos arranhas-céus da cidade. Muitos helicópteros também controlavam a segurança da ilha.
Os Backstreet Boys se apresentaram na noite, mas como estávamos longe, não conseguimos ver nem ouvir nada. Também teve uma atracão inédita, o casamento de dois fuzileiros que se conheceram no Iraque e resolveram celar a união na festa mais famosa de ano novo.


Central Park

O parque que corta um bom pedaço da ilha Manhattan é palco de muitas atrações. Entre elas posso destacar a patinação no gelo. Muitos turistas se batendo e caindo no chão pela pista do Central Park torna o cenário divertido.
Para entrar na pista e alugar os patins são 15 euros nos fins de semana e 10,50 nos dias de semana. Tem patins pra tooodo mundo em todos os tamanhos. Os que optam por só ficar olhando podem esperar nas mesas ao lado da pista. E é claro, devem tirar muitas fotos, já que dentro da pista nãé possivel entrar com câmera fotográfica. De tempos em tempos eles fecham para limpar a pista e alguma patinadora profissional se apresenta.
No dia que patinei estava 0 grau, mas dentro da pista parece 40. Vale muito a pena patinar, por mais que sejam só algumas voltas, porque afinal ninguem aqui é profissional. 
O legal do parque, é porque mesmo sendo no meio de uma cidade agitada como New York, lá da para descansar.



                                                               Patinando no Central Park


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Toronto, 2

A cidade possui muitos museus, mas devido ao pouco tempo que tinha aqui optei pelo maior e mais famoso museu do Canadá.


Royal Ontario Museum: Descer na Queen Garden`s station. Logo a frente encontra-se a bonita fachada de entrada. O museu conta com um grande acervo de objetos de arte, uma permanente exposição de objetos egípcios, O que mais chama a atençãé a parte dos esqueletos dos dinossauros. Os que já foram no Museu de Historia Natural de Nova York disseram que essa parte é uma cópia fiel a exposição do de New York. O museu possui mais de 6 milhoes de itens e 40 galerias. Uma das partes mais atrativas é a exposição sobre a história do Canadá. O preço do ingresso é 21 dólares para estudante e 28 o normal. Os horários de funcionamento são de 10:30 ás 17:30 hrs. Nas sexta-feira o museu tem horário estendido fecha as 21:30 hrs e também das 16:30hrs ás 21:30hrs somente nas sextas-feiras você paga meia entrada.

Queen`s Garden: Eu procurei por um parque que tivesse coberto de neve e achei o ideal. Perto do Royal Ontario Museum fica o Queen`s Garden. Quando cheguei no parque pela manhã ele estava totalmente vazio. Tive que pedir pra um senhor que passava a quilômetros de distância para tirar uma foto. Perguntei se era perigoso porque não tinha ninguém lá, ele riu e disse que eu estava provavelmente em um dos lugares mais seguros do mundo.

Bloor Street: Simplesmente o paraíso (pra quem tem dinheiro). Lojas da Channel, Dior, Birk, Louis Vitton, Guess, Gucci, Prada... Um sonho de consumo atras do outro! Para os mais humildes é possível visitar a Puma, Nike Store e a Winners.

Korean Grill House: Cansada dos fast foods resolvi procurar algum lugar decente pra comer. Na Young Avenue (uma das grandes avenidas que atravessam a Bloor Street) são muitas as opções para comida oriental. Como não tinha provado a comida koreana ainda, resolvi entrar no Korean Grill House. A fachada não chama muito atencão, mas por dentro é muito bonito e o atendimento nota 10. Confesso que não entendi nada do cardapio mas pedi qualquer coisa que tivesse chicken. A atendente trouxe a comida semi pronta e acabou de cozinhar na minha frente com prato quase pegando foto! Maravilhoso!


                                                        Royal Ontario Museum

Queen`s Garden

                                                            Restaurante Koreano

Toronto

Meu destino final era New York, mas como os aeroportos estavam todos fechados tive que ficar 3 dias em Toronto. No inicio foi difícil se acostumar com a ideia de ficar aqui sozinha, mas no fim acabei gostando. Na verdade, adorei a cidade.

Cheguei no dia 26/12 e estava -3°C e a cidade coberta de neve. Fui para o hotel Days Inn, perto do aeroporto. A maioria dos hotéis tem o shuttle que busca no aeroporto por 8 dólares. Importante ressaltar que só são aceitos dólares canadenses aqui! A diferença pro dólar americano é muito pequena. A diária é 60 dólares e podem ficar ate quatro pessoas no quarto. Para chegar no centro é preciso pegar um ônibus e um metro. 
Logo que cheguei dei uma caminhada na rua e fiquei apavorada. Cidade fantasma! Somente carros e ninguém andando pelas calçadas. Como anoitece cedo, 5 da tarde, nao deu para fazer nada no primeiro dia, mas claro que sobrou tempo pra planejar os afazeres do próximo dia. 

CN TOWER: é a segunda maior torre do mundo com 533 metros de altura. Perde apenas para a de Tokyo. O nome CN vem de Canadian National que é a companhia ferroviária que construiu a torre de comunicação.  De muitas partes da cidade é possível de ver a torre. Para subir nela são 35 dólares. No alto da torre tem o famoso restaurante 360°. Se tiver com dinheiro sobrando aproveite. 


Eaton Centre: Para chegar no maior shopping de Toronto, e o terceiro maior do Canada, pode-se utilizar o metro ou ir caminhando pela cidade subterrânea. O shopping é simplesmente maravilhoso. Absolutamente todas as lojas mais famosas estão la. Mesmo em dia de semana ele estava lotado e foi difícil encontrar lugar pra sentar. Impossível sair de la sem comprar nada. 


Path(cidade subterrânea): Depois de descobrir a existência da Path eu entendi porque não via ninguém nas ruas. Por causa do frio absurdo que faz aqui no inverno, os canadenses construíram uma cidade em baixo da terra. Ela é o maior complexo subterrâneo de lojas do mundo, de acordo com o livro dos recordes. São 27 quilômetros de extensão onde trabalham cerca de 5 mil pessoas. Por dia, pelo menos cem mil visitantes passam por ela. A entrada da Path pode ser feita por cinco estações de metro e por 50 prédios que estão interligados com a cidade. Os planos são de ainda ampliar a cidade para 60 quilômetros subterrâneos. Dai sim, ver alguém nas ruas vai ser mais difícil ainda. 

CN TOWER



Eaton Centre

Entrada do Eaton Centre e da cidade subterrânea

Centro de Toronto


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